A Geração Millennial e o Imobiliário

A Geração Millennial e o Imobiliário

Muito se tem falado na geração millennial, no que respeita sos seus hábitos, ou aspirações e motivações. Resolvemos nesta rubrica abordar este tema na vertente do imobiliário, nomeadamente tendências do setor para este público-alvo. 

A geração millennial corresponde aos indivíduos nascidos após 1985, ou seja, estamos a falar dum grupo de pessoas com idade entre os 17 e 35 anos e que representam atualmente um número significativo da população ativa ou em início de atividade. Enumeramos alguns dos aspetos que caraterizam esta geração, tais como: 

– Maioria tem formação/habilitações académicas superiores 

– Interessados no desenvolvimento da sua carreira

– Preocupados com a contribuição para a sociedade das empresas onde trabalham

– Utilizadores assíduos de ferramentas de social networking

– Preferem empresas de novas tecnologias e telecomunicações

– Valorizam a utilização de transportes públicos em detrimento do carro próprio

– Adiam a decisão de ter filhos e optam em norma pela união de fato em vez do casamento

– Em norma são racionais nas decisões de compra  

Face a estes aspetos, pesquisamos (em papers e artigos) para compreendermos melhor as opções, necessidades e tendências na componente imobiliária de habitação, conseguimos obter algumas conclusões, que passamos de seguida em revista:  

– Preferem arrendar em vez de comprar

– Tipologias de T0 a T2

– Nos centros históricos e próximo do trabalho

– Disponíveis para arrendamento até 1.000€/mês ou compra até 250.000€

– Valorizam proximidade de metro ou outros transportes públicos

– Habitações prontas a ocupar e que não impliquem obras  

A preferência pelo arrendamento compreende-se pela mobilidade que permite o arrendamento, verificando-se a libertação do conceito de propriedade muito vincado nas anteriores gerações, prova disso a quantidade de créditos habitação que proliferaram no passado. A opção pelas tipologias mais baixas está certamente relacionada com aspetos de conceito familiar (filhos/casamento) pois não necessitam de tanto espaço, bem como o custo de manutenção e arrendamento/compra terá também importante peso na opção da tipologia. A localização está intrinsecamente relacionada com a proximidade com o trabalho vs transportes vs atividades de lazer, desse modo os centros históricos principalmente de Lisboa e Porto, permitem essa conjugação, ou seja, o equilíbrio entre a vida social e profissional. A questão das obras deverá estar implicada com a necessidade de tempo para acompanhamento dos trabalhos e/ou de no arrendamento as frações estão em condições de ocupação imediata.

Esta geração tem necessidades específicas e consideramos por um lado que o mercado imobiliários, através dos seus agentes e principalmente promotores imobiliários são atentos a estes aspetos, mas na verdade uma boa parte dos edifícios reabilitados está a ser direcionados para o arrendamento turístico ou habitação de luxo, o que por sua vez acabará por afastar para outras localizações este publico ou no limite ocuparem por arrendamento/compra o que encontram, sobretudo tipologias e áreas mais reduzidas.

A Geração Millennial e o Imobiliário

A Geração Millennial e o Imobiliário

Muito se tem falado na geração millennial, no que respeita sos seus hábitos, ou aspirações e motivações. Resolvemos nesta rubrica abordar este tema na vertente do imobiliário, nomeadamente tendências do setor para este público-alvo. 

A geração millennial corresponde aos indivíduos nascidos após 1985, ou seja, estamos a falar dum grupo de pessoas com idade entre os 17 e 35 anos e que representam atualmente um número significativo da população ativa ou em início de atividade. Enumeramos alguns dos aspetos que caraterizam esta geração, tais como: 

– Maioria tem formação/habilitações académicas superiores 

– Interessados no desenvolvimento da sua carreira

– Preocupados com a contribuição para a sociedade das empresas onde trabalham

– Utilizadores assíduos de ferramentas de social networking

– Preferem empresas de novas tecnologias e telecomunicações

– Valorizam a utilização de transportes públicos em detrimento do carro próprio

– Adiam a decisão de ter filhos e optam em norma pela união de fato em vez do casamento

– Em norma são racionais nas decisões de compra  

Face a estes aspetos, pesquisamos (em papers e artigos) para compreendermos melhor as opções, necessidades e tendências na componente imobiliária de habitação, conseguimos obter algumas conclusões, que passamos de seguida em revista:  

– Preferem arrendar em vez de comprar

– Tipologias de T0 a T2

– Nos centros históricos e próximo do trabalho

– Disponíveis para arrendamento até 1.000€/mês ou compra até 250.000€

– Valorizam proximidade de metro ou outros transportes públicos

– Habitações prontas a ocupar e que não impliquem obras  

A preferência pelo arrendamento compreende-se pela mobilidade que permite o arrendamento, verificando-se a libertação do conceito de propriedade muito vincado nas anteriores gerações, prova disso a quantidade de créditos habitação que proliferaram no passado. A opção pelas tipologias mais baixas está certamente relacionada com aspetos de conceito familiar (filhos/casamento) pois não necessitam de tanto espaço, bem como o custo de manutenção e arrendamento/compra terá também importante peso na opção da tipologia. A localização está intrinsecamente relacionada com a proximidade com o trabalho vs transportes vs atividades de lazer, desse modo os centros históricos principalmente de Lisboa e Porto, permitem essa conjugação, ou seja, o equilíbrio entre a vida social e profissional. A questão das obras deverá estar implicada com a necessidade de tempo para acompanhamento dos trabalhos e/ou de no arrendamento as frações estão em condições de ocupação imediata.

Esta geração tem necessidades específicas e consideramos por um lado que o mercado imobiliários, através dos seus agentes e principalmente promotores imobiliários são atentos a estes aspetos, mas na verdade uma boa parte dos edifícios reabilitados está a ser direcionados para o arrendamento turístico ou habitação de luxo, o que por sua vez acabará por afastar para outras localizações este publico ou no limite ocuparem por arrendamento/compra o que encontram, sobretudo tipologias e áreas mais reduzidas.